A pontuar desde 2003.

sábado, junho 14, 2003

Catan,

Os jogos de tabuleiro que o Ponto guarda na gaveta lá do Ministério, para espreitar com os olhos húmidos, já não são o que eram. São melhores. Mesmo com a vasta oferta de jogos virtuais, a versão tradicional, para jogar entre amigos e à mesa, continua a marcar pontos. Marcar pontos é justamento o objectivo de quem se dispõe a descobrir Catan naquele que é (provavelmente...) o melhor dos jogos de tabuleiro. O nome original é “The Settlers of Catan", Descobridores da ilha com o mesmo nome, em Português.

No cruzamento politicamente correcto entre o Risco (sem ser bélico) e o Monopólio (mais longe do capitalismo e mais perto do comércio justo), o Catan joga-se num tabuleiro que é montado aleatoriamente para o efeito. Espalhadas as peças que fazem a ilha — e a que correspondem a parcelas de terreno onde se obtém matérias primas que permitem construir para colonizar — rodeia-se o pedaço de terra por mar e situam-se os portos. Daí em diante, é deixar tocar o disco e lançar os dados que dão as colheitas. A produção em excesso de matérias-primas intensamente exploradas obriga à exportação (trocas com a banca, como no Monopólio) ou às trocas directas com os outros colonizadores, muitas vezes respondendo a alianças de conveniência. O preço das matérias primas depende da sua escassez no jogo e da habilidade dos jogadores. O objectivo é atingir 10 ou 12 pontos, dependendo do número de jogadores: 3 ou 4. Os pontos contam-se de acordo com o número de aldeias e cidades construídas e ainda alguns bónus que se podem angariar. Eu contava se isso não prolongasse demasiado o poste.

Recomenda-se uma viagem a Catan, este Verão. Embora também se possa jogar on line, vai muito melhor com o barulho dos dados e a negociação cara a cara. Não é muito fácil encontrar os Descobridores de Catan em Portugal, mas não é impossível. Boa sorte.

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