A pontuar desde 2003.

sábado, junho 14, 2003

Verão azul (verde, branco, vermelho, amarelo e laranja).

Eu e um grupo de amigos (que gozo me dá escrever estas duas palavras tão próximas) conhecemos, e bem, o vício dos jogos de tabuleiro. A coisa começou de mansinho, numas férias grandes (aliás, o momento mais propício para estas descobertas do lazer), com jogos "softcore", hoje tão populares, como o "Pictionary", o "Trivial Pursuit", o "Scartegories" ou o "Tabu". Ora, o Rodrigo, amigo da velha guarda, sui generis q.b. na postura em relação às coisas (de uma forma tremendamente elogiosa), saltou destes amenos exercícios de noites estivais para jogos mais sérios - a "Guilhotina", recriação em cartas dos últimos dias da Revolução Francesa, o "Groo", inspirado no bárbaro de origem brasileira ou o delirante "Mindtrap", onde uma personagem-tipo, o "Sombra", nos coloca todo o tipo de questões irresolúveis e enigmas metafísicos.

As noites começaram a ser de maiores (e melhores, porque não) desafios, até que, graças a um outro amigo destas andanças, fomos introduzidos ao santo graal dos jogos de tabuleiro - o Risco. Sim, bem sei que não é um Catan, mas na sua versão original (ainda com peões semelhantes a aspirinas multi-coloridas, muito mais práticos e inteligentes que os actuais soldadinhos de plástico), o Risco foi palco das mais sangrentas batalhas da história dos jogos de tabuleiro, sendo responsável por discussões amargas, acessos de mau feitio e triunfos de valor inestimável.

Também na net, há por lá uma versão (jogável em http://zone.msn.com), mas, como nos relembra a Vírgula e muito bem, nada se compara ao poético rolar de um trio de dados por uma mesa que, sem saber, irá determinar o destino do mundo como o conhecemos.

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