A pontuar desde 2003.

sábado, outubro 25, 2003

Agora que falam nisso.

A poesia tem morado muito por cá ultimamente. Como diz a Vírgula, lirismos é mais com ela. No entanto, não queria deixar de aproveitar a ocasião para partilhar convosco um poema acabado de escrever, tão inspirado pela meteorologia, tão enraízado no que de mais profundo há em cada um de nós. É mínimo e niilista (minimalista, portanto).

Está a chover
Chuva
Porra
E eu que tinha acabado
De pôr roupa na corda
Porra
Chuva
Que parece ser feita de água
Água
Suja
Chuva
Porra.


(Um poema pode acabar com porra? Pipi, dá-me uma ajuda aqui...)

Obrigado.

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