A pontuar desde 2003.

sábado, novembro 08, 2003

Jogo de sombras.

Assistir a um concerto no Hot Club é um autêntico privilégio - a proximidade, a intimidade (entre quem toca e quem ouve), o próprio espaço, de uma clandestinidade deliciosa, faz-nos ouvir (por exemplo) o Monk com outros sentidos. Mas o mais curioso é mesmo o momento da entrada, o descer das escadas, tão simbólico do ritual que envolve o que dali para a frente se vai ouvir (e, sobretudo, sentir). Mesmo antes de conseguir identificar um rosto na multidão, são as sombras dos corpos (e dos copos) que anunciam uma descida, sim, mas aos céus.

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