A pontuar desde 2003.

sábado, novembro 22, 2003

Morte Súbita Progenitora ou Como é possível?

Há já muitos anos que tenho uma dúvida. Como é que no universo disneyiano só existem sobrinhos e tios? Em Patópolis, por exemplo, o Donald (D.) tem três sobrinhos. A Margarida (M.) tem os mesmos três sobrinhos. O D. bem queria ter outra coisa em comum com a M., de preferência que implicasse suor e penas a voar. Portanto, e sabendo
desta aspiração, será que os sobrinhos do D. tratam a M. por tia à falta de melhor, como é ridiculamente comum? Não. Porque o D. tem um tio (Patinhas), que, se não fosse também tio genuino da M., ela não teria necessidade nenhuma de tratar por tio. Portanto: o Patinhas é tio de toda a gente. O D. é primo da M. e do Gastão. Estes, por sua vez, são todos tios das crianças, que vivem à guarda do D. O único que é normal neste molho de bróculos, é o Patacôncio: rico, solteiro, sem família. Nada de confusões. Depois, adensa-se ainda mais o mistério: todos eles têm a avó que mora no campo. Onde é que estão os pais? Eu tenho uma teoria.

Em Patópolis existe um virus, que aniquila os pais, mal eles se o tornam. Do género: "Parabéns minha senhora é um rapaz tragam o aparelho de massagens cardíacas esqueçam já é tarde de mais por isso é que eu não tenho filhos". Isto explica a inexistência dos progenitores. Por isso é que a M. está sempre a dar a nega ao D. e ao Gastão. Quem é que quer ir desta para melhor por causa de um pato? Então como é que eles lá estão? Simples. A resposta está na avózinha. Há muitos, muitos anos, ela teve um arraial de filhos e filhas. Como morava no campo, o virus não a atacou, por causa de umas linhas de alta-tensão, cujas emissões electro-magnéticas impediam um ataque viral. Não impediram o cancro do cérebro que a está a minar, mas isso já é outra história. O marido dela, morreu ao testar a nova ceifeira-debulhadora. A última coisa que ele disse foi: "Manual de instruções? Isso é para patos."

Os filhos e filhas foram todos para a cidade, onde acabaram, mas não sem ter filhos. Uma representante feminina, especialmente resistente, ainda conseguiu ter gémeos triplos (os famosos sobrinhos de todo resto), depois de um tratamento de fertilidade. Não era muito esperta. Mas esta teoria tem falhas. Onde é que se encaixa o Patinhas? Porque é que é o D. toma sozinho conta dos sobrinhos? Não há divisão de tarefas? Existe outra teoria. Por sinal (oh! espanto!) da minha autoria. É mais conspirativa, e surgiu-me devido ao mito / facto de os animadores da Disney inserirem frames menos católicos nos filmes para crianças, do tipo Pinóquio sem roupa a correr pelo prado verdejante, Pocahontas a depilar as axilas ou Corcunda de Nôtre-Dame a acariciar o sino do si-bemol. O mentor deles foi Walt Disney, que veladamente, recriou Sodoma e Gomorra. Retirou as referências que evitariam que os livros fossem para todas as audiências, e pronto. Entre a edição de cada livrinho aos quadrados, aquilo é todos com todos. E, para disfarçar, passa tudo a tio. Na verdade, o Luisinho é pai da Margarida. Não souberam isto por mim.

Outro dia, tropecei num arquivo menos-secreto-do-que-eles-supunham do arquivo secreto do FBI, que prova isto. Em 1951 (uma Quinta-feira, para ser mais preciso), o Rato Mickey pediu ao Walt Disney para este o separar da Minnie, ao que este ripostou "You must be fucking crazy" - Mickey prontificou-se a corrigir o equívoco: "No, I'm fucking Daisy".

*Asterisco

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