A pontuar desde 2003.

domingo, fevereiro 22, 2004

Para a outra margem.

Visito, pela segunda vez na mesma semana, a margem sul através do comboio sob a Ponte 25 de Abril. Coberta por um véu de um cinzento indistinto, a minha Lisboa praguejava dores desconhecidas sob a forma de raios, coriscos e trovoadas. Atravesso o rio, mergulho no breu do túnel que atravessa as portagens e, mal surge a luz do dia, surge sob a forma de uma solarenga tarde de primavera, ao contrário do que o clima lisboeta poderia dar a entender.

Quando os Jamufega anunciavam a ponte como uma passagem para a outra margem, sempre atribuí à passagem um sentido figurado. Erro meu.

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