A pontuar desde 2003.

quinta-feira, fevereiro 26, 2004

Perdidos e achados.

Sou uma sombra, uma sobra, um rosto, um resto, um par de mãos que tacteiam no escuro, não escrevo, descrevo, absorvo, absorto os sinais que o mundo me oferece e devolvo, envolvo e revolvo os outros, os que o coração esconde, mostra, esconde, onde, não sei, perdi-os, mas já os encontrei. Estão aqui, mesmo ao pé de ti, mesmo ao pé de mim.

Este taralhoco jogo de palavras deliberadamente críptico é dedicado à Camila Coelho, a quem roubei (e mal) a prosa poética sem nexo aparente, e ao Zé Mário, a quem pedi emprestada a expressão tão sua "post deliberadamente críptico".

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