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segunda-feira, março 22, 2004

Cobrador de manga cava.

Ao que parece, a Valentim de Carvalho Comércio e Indústria (ou coisa que o valha) estava a dever uns trocos a uma empresa de trogloditas, perdão, seguranças, que dá pelo nome de Echelon (megalomania? nahhh!). Vai daí, e devidamente protegido pela lei, um solicitador magrito cujo nome agora me escapa vai executar a cobrança, acompanhado por um grupo de seguranças, não vá o diabo tecê-las. O mais curioso é que os trogloditas que o acompanham pertencem à empresa lesada, a Echelon, ou seja, a parte interessada.

Imaginemos, por instantes, que todas as decisões judiciais eram executadas por um funcionário do ministério da justiça, muitíssimo bem acompanhado pelos lesados - será que esta promiscuidade causa comichão a mais alguém ou o problema é só meu? Ah, só por curiosidade, o material penhorado nem sequer pertencia à empresa devedora. Mas também, com uns trícepes daqueles, quem é que precisa de justiça?

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