A pontuar desde 2003.

quarta-feira, março 03, 2004

E o óscar não vai para...

Agora que já passou a barreira das 24 horas, e que 90% da blogosfera já se debruçou sobre a 76ª cerimónia dos Óscares, junto-me aos restantes 10% e deixo aqui um par de impressões rápidas sobre o assunto.

Preâmbulo: a cerimónia em si foi uma seca, previsível e os prémios idem, idem, aspas, aspas, com o megalómano "Senhor dos Anéis" a ser premiado pelo esforço da trilogia e não pelo último tomo da saga (relembro: o que estava em competição). Enfim, a Coppola ganhou o melhor argumento original, o que acabou por salvar a noite.

Feita a ressalva, debruçemo-nos sobre o outro lado dos prémios da Academia - as pessoas que deviam ser impedidas de assistir à cerimónia, as pessoas cuja entrada no país devia ser barrada, as pessoas que, em suma, mais valia dedicarem-se à pesca.

- Peter Jackson devia ser obrigado a tomar banho. A realização até não lhe corre mal, dentro do registo épico melodramático, mas aquele cabelo e aqueles óculos deviam fechar-lhe as portas no mundo do cinema de vez. Mau gosto, vá, mas aquilo é demais (e estou a dar o desconto da barriga porque soube recentemente que a Herbalife ainda não chegou a Auckland).

- Renée Zellweger devia ser impedida de respirar. Aquelas poses à Marylin da Brandoa na passadeira vermelha e aquele beicinho de quem vai rebentar em lágrimas tarda nada deviam servir como certidão de óbito imediata.

- Charlize Theron devia ficar feia mais vezes. Para além da transformação física impressionante que levou a cabo em "Monster", de que Hollywood tanta gosta ("Touro Enraivecido" é, talvez, o exemplo mais emblemático), a ex-modelo sul-africana ganha, e de que maneira, com menos pó de arroz e mais 12 quilos.

- Michael Douglas devia partilhar a riqueza, nomeadamente, a mulher, Catherine Zeta-Jones. O primogénito do clã Douglas está a caminhar para a senilidade a olhos vistos e um porta aviões daqueles não pode navegar sem a devida escolta. Voluntários?

- Sofia Coppola devia divorciar-se mais vezes. Ninguém achou "Lost In Translation" um bocadinho real demais para ser ficção? Toda a gente sabe que as depressões só favorecem a criatividade. Para bem da 7ª arte, ofereço-me para desposar a senhora. É um trabalho difícil, mas eu tenho o espírito de sacrifício necessário.

- A totalidade dos membros da Academia devia ser enviada para Marte, na liderança da primeira missão tripulada no Planeta Vermelho. E, sim, com lugar para o Pacheco Pereira.

Para o ano há mais – operações de marketing, desilusões, apertos de mão nos bastidores. Claro, em 16 por 9.

|