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segunda-feira, março 29, 2004

Fashion rules?

Ainda na ressaca da Moda Lisboa, esse Portugal dos pequeninos dos grandes eventos de moda, o almoço gira em torno da eterna discussão – afinal, os gostos discutem-se ou não? Um exemplo: este ano, dita a dita cuja que os sapatos de salto alto amarelo periquito e as perneiras “à lá Flashdance” rosa-choque são o último grito. Digo eu: são o último grito, sim senhor, mas de susto. E por falar em rosa-choque, o único choque aqui é o de ver a audácia de semelhante combinação. Até aqui, estou de acordo com o João: a moda não passa de um passageiro fenómeno social.

Mas a verdade é que, ainda na moda, a determinação com que se usa determinada peça ou acessório é meio caminho andado para o sucesso do conjunto. Três palavrinhas para vocês: Sarah Jessica Parker. É indiscutível que a Carrie de “O Sexo e a Cidade” é a rainha da “coolness”, sobretudo, pela convicção com que mistura folhos com transparências e ténis all star com vestidos de gala.

Portanto, há de tudo. A moda, fenómeno social, fogueira das vaidades, recheada de Josés Castelos Brancos, Joaquins Monchiques e Margaridas Rebelos Pintos e há a moda convicta, natural por ser “blazé”, mais subtil, mais difícil de alcançar, reservada a uma imensa minoria – todos aqueles que se olham ao espelho, todos os dias, e acham que a moda, um dia, ainda há-de passar de moda.

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