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terça-feira, maio 25, 2004

Breves impressões sobre uma catástrofe nacional.

Oscáres da Castanheira do Ribatejo, parentes pobres de outros globos, estes ocuparam o pequeno ecrã do canal de Carnaxide durante uma boa parte da noite televisiva de ontem. Acontecimento de utilidade duvidosa, de interesse e qualidade nada duvidosos (ninguém tem dúvidas de que aquilo é método de tortura em algumas prisões do Lieschenstein), em relação à edição 2004 dos Globos d'Ouro torna-se imperativo tecer algumas considerações:

- Está finalmente descoberta a origem da descoloração do cabelo de Herman José. Resta saber se a lobotomia foi bem sucedida.

- As maminhas da Fátima Lopes são falsas e eu lido muitíssimo bem com isso.

- O Diogo Infante é giro que até dói. E o namorado dele também acha.

- Os prémios carreira dão-se a quem calha, independentemente dos laureados estarem ou não ligados à área de actividade coberta pelo evento. Dar um Globo D'Ouro ao Eusébio é um bocado como dar um óscar carreira ao Ramos Horta (sendo que o Ramos Horta é melhor actor do que o Pantera Negra).

- As bandas rock ficam ridículas de smoking. Porra, os Clash nunca usariam sequer uma camisa lavada para jantar no Palácio de Buckingham.

- O Luís Represas anda a fazer a mesma música há 22 anos e ainda ninguém deu por nada.

De resto, até gostei bastante. Para o ano há mais?

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