A pontuar desde 2003.

domingo, novembro 21, 2004

Muito cá de casa.

Para quem já viu, andar atrás dos actores em cenários improváveis, com jantar pelo meio e tudo, não é nada de mais. Para quem nunca viu, a estranheza dilui-se ao fim de poucos minutos. Afinal, somos todos cá de casa. Assim prometem os Fatias de Cá, grupo de teatro com Tomar como sede e o resto de país como palco. São várias as peças que estas centenas de actores, encenadores, músicos, professores e tantos outros encenam em simultâneo. São obras de amor, feitas de uma forma nem sempre genial, mas muitíssimo eficaz. É teatro em movimento, encenado onde faz mais sentido.

Por exemplo, "O Nome da Rosa", de Umberto Eco, foi acolhido pelo Convento de Cristo, em Tomar, com a intriga a desenrolar-se um pouco por todo o espaço, desde os claustros, à biblioteca, passando pelo refeitório, onde os espectadores são convidados a sentar-se à mesa com Dominicanos, Beneditinos e Franciscanos, as ordens religiosas que dão colorido ao pano de fundo deste policial ancestral.

No final, os Fatias de Cá cumprem o prometido e presenteam os convidados com fatias de tomar, café e dois dedos de conversa, para quem quiser conhecer os homens e as mulheres que ficam por lá quando o pano cai.


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