A pontuar desde 2003.

segunda-feira, novembro 15, 2004

Poses.

Aula Magna, sábado, dez em ponto. O artista é canadiano, acolhido por Nova Iorque, mas a pontualidade é bem britânica. Com (muitíssima) pompa, Rufus Wainwright entregou-se, como presumo que faça sempre, a um auditório rendido desde o primeiro tema. Piano, guitarra e uma voz celestial, dramática, operática, tão devedora da tradição dos grandes tenores como da intensidade da chanson française, Rufus chegou, viu e venceu. Comunicador de primeira água, delicado, intenso, genial. O momento alto da noite, e por razões óbvias, a extensíssima e dedicada apresentação ao tema "Memphis Skyline", dedicado ao malogrado Jeff Buckley, imediatamente colada a uma interpretação fabulosa de "Hallellujah", um dos hinos de Leonard Cohen, celebrizado pelho filho de Tim Buckley.

No fim, Rufus prometeu voltar a este "país latino de raízes celtas", onde somos todos "morenos, bonitos" e onde se sente "muito, muito sexy". E não é que é mesmo?

|