A pontuar desde 2003.

sábado, janeiro 31, 2004

Estranhos laços,

Choveu demasiado na quinta-feira, o dia marcado. Quando a vi caminhar para casa, depois do nosso breve encontro, pensei que podia ser minha irmã mais velha. Apesar de eu ser filha única; apesar do Ponto ser o meu irmão mais novo. E tive a certeza de que nunca saberei fazer o risco sobre os olhos ou explicar as palavras com aquela elegância.

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quinta-feira, janeiro 29, 2004

Bloggish Intelligence.

Chegou-me até à ponta dos dedos, de fonte segura, que esta e esta senhora se iam reunir hoje, em pleno centro histórico da capital, para traçar um esboço do que virá a ser o mais ambicioso e complexo plano dos tempos modernos - desviarmo-nos do nosso quotidiano para darmos espaço ao puro prazer da companhia. Um beijo, sem escutas, a duas figuras encantadoras da blogosfera nacional.

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And now for something completely different,

Um poema da Alejandra Pizarnik (revelada pela Jussara, na blogosfera e a meia dúzia de leitores de poesia). É que, às vezes, muitas vezes, este blogue parece-me de outro tempo.

Tempo

Não sei da infância
mais do que um medo luminoso
e uma mão que me arrasta
ao meu outro lado.

Minha infância e seu perfume
de pássaro acariciado.


Alejandra Pizarnik, Antologia Poética, O Correio dos Navios, 2002

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quarta-feira, janeiro 28, 2004

Cinema de Alvalade.

O ruído engasgava-se na violência da destruição. Os rituais de sempre diante da mancha suja de pó que o céu acolhia todos os dias. O pesadelo adormeceu a cidade e o silêncio caiu cansado, naquele grande buraco.

Etc.

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Gostos simples.

Poucas coisas me dão tanto prazer como tocar numa guitarra com cordas acabadas de trocar.

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terça-feira, janeiro 27, 2004

Relógio de Vírgula,

Nada a declarar.

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segunda-feira, janeiro 26, 2004

Electro-qualquer-coisa.

Recebeu o rótulo de "electroclash", perfeito na designação, redutor como todos os rótulos. Foi a moda do ano passado - e como as mais recentes manifestações culturais de massas, é muito mais que música. É vestuário, atitude e um conjunto de referências que remontam aos idos dos 80's. Acontece que, não sendo particularmente fã de uma enorme parte da cultura desta década ("Fame", "Flashdance", os folhos, as rendas com saltos altos, a arquitectura, a Sabrina,...), confesso que há qualquer coisa no "electroclash" que me desassossega.

Ouça-se "Fuck The Pain Away", do primeiro álbum de Peaches, ou "Sweetness" do registo de estreia dos Fischerspooner e tente-se a indiferença - impossível, digo eu. A reacção é de compulsão, convulsão provocadas pela mecanicidade do ritmo, pelas vozes robotizadas, pela desumanização dos temas retratados. Cereja no topo do bolo, "Euro Trash Girl" das Chicks On Speed, uma divertidíssima manifestação do estilo "electro". Gosto sim, senhor, mas não sei porquê, nem sei se gosto de gostar. Tanta contradição só pode ser coisa boa.

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Deus não gosta de futebol.

Amanhã faremos a elegia dos mortos nos atentados, nos crimes de faca e alguidar, nas incapacidades da medicina, nos becos e estradas afiadas como lâminas, nas rugas que contam mais histórias que a maioria das enciclopédias.

Hoje todas as elegias vão para Miklos Feher, que tinha 24 anos para trás e uns bons 50 pela frente. Hoje choramos este impressionante adeus. Os outros, amanhã.

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domingo, janeiro 25, 2004

Vergastada.

A quantidade de trabalho tem-me impedido de manter a participação regular aqui no tasco. Por tamanha atrocidade, tenho-me vergastado insistentemente. Ou então tenho cravada a Ingrid e a Erika para o fazerem. Como são gémeas, insistem em fazer tudo juntas - é uma cruz, mas o que é que se há-de fazer? Quando as feridas sararem e o trabalho amainar, volto à escrita, sem suecas, à grande e à francesa (mau, mau, mau...).

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quinta-feira, janeiro 22, 2004

Anagrama,

Acabo de descobrir que conversadora é um anagrama de conservadora. Os comentadores que inventem uma explicação.

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Acerca da extensão,

Aprendi nas aulas que a unidade mínima da escrita era a frase; que a unidade mínima do romance era o capítulo; a do cinema, o plano. Aprendi por aí que a unidade mínima da telenovela é o episódio; de um encontro, um sorriso; de uma conversa séria, um café; do amor, um beijo. Apesar do lado onde coloco a cruz (à esquerda, sempre), sou um pouco conservadora: a unidade mínima de uma ideia escrita é, ainda, para mim, o parágrafo e ainda não houve postes longos, por maior que seja o interesse, que me fizessem rever esta intuição sobre o conforto da leitura.

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terça-feira, janeiro 20, 2004

Vai ser tão bom, não foi?

Não tenho visto o telejornal, vi o último da Sofia Copolla duas vezes em quatro dias, não tenho ouvido rádio, ouvi o novo dos Air ininterruptamente de há um par de dias para cá. O mais curioso é que nem "Lost In Translation" (imperdível, por sinal) nem "Talkie Walkie" (o regresso aos ambientes etéreos de "Moon Safari", candidato a disco do ano) estão disponíveis, respectivamente, nos cinemas e nas lojas. Estarei eu, de facto, à frente do meu tempo? Bom, era da maneira que nunca mais chegava atrasado. Como dizem estes senhores, vale a pensar nisto.

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Escrito na testa,

Esperam-me, no regresso a casa, à saída do metro. Vestem t-shirts verdes e a banca que montaram faz-me esquecer do quiosque fechado há mais de um mês. O primeiro informa-me, o segundo insiste: "estamos a oferecer o kit sapo adsl, a primeira mensalidade é grátis". Ou a minha cara de blogger não engana ninguém ou é mesmo um escândalo não aceitar, sorridente e agradecida, o que é caro e não nos é cobrado. Apesar de tudo, prefiro a primeira hipótese.

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segunda-feira, janeiro 19, 2004

26º Bairro Fiscal.

Aqui, no Ponto e Vírgula, gostamos de pensar em nós como uma repartição de finanças da blogosfera - pegamos ao serviço na segunda de manhã, no horário de expediente e sexta, a meio da tarde, largamos o IRS e as fraudes fiscais e rumamos a Famalicão, onde fazemos o nosso show de transformismo gramático, todas as sextas e sábados. Ao domingo, como o Senhor, descansamos e, ocasionalmente, postamos pérolas como a que podem ler mesmo aí em baixo.

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domingo, janeiro 18, 2004

Loop,

- Ontem vi o Magnólia.
- Isso vai agora no Londres, não é?

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Allô 112?

Escusam de enviar a ambulância, a escassez de postes deveu-se apenas ao desleixo dos bloggers sinais. Por favor, não tornem a levar-nos a sério: não gostamos de desiludir os visitantes nem o resto do mundo. A nós, já nada nos espanta, muito menos as descaradas promessas que fazemos um ao outro.

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quinta-feira, janeiro 15, 2004

Passe a publicidade.

O momento a que acabaram de assistir foi da responsabilidade de Henrique Mendes e toda a sua equipa, a reencontrar sinais de pontuação desde 1992.

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Inédito.

Deixaste-me sem palavras. As estrelas são pontos, pois, mas tudo o resto na vida é curvo, como tu. E é por isso que assim tudo faz sentido.

Teu irmão, Ponto.

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O filme da minha vida.

Um dia, Nick Hornby escreveu um livro sobre mim. Ele não o sabia, na altura, e provavelmente continua sem o saber hoje. Uns anos mais tarde, John Cusack fez de "Alta Fidelidade" o seu labour of love e assinou, com a realização imaculada de Stephen Frears, a adaptação cinematográfica da obra prima de Hornby. John Cusack é Rob Gordon que, por sua vez, sou eu. Hun... isto conta como manifestação esquizofrénica, doutora?

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Explicações de bloguês.

Depois de um comentário amigo da Sara e de uma sugestão da irmã Vírgula, decidi dar uso a este objecto fantástico com que o big bang nos brindou, o cérebro, e a coisa parece estar outra vez funcional. Os comentários mudaram de look, mas de resto está lá tudo. Agora, seus malucos, toca a interagir, que é disso que a malta gosta. Vemo-nos num post menos sério, já a seguir.

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Confissão,

Quando as apontaste domingo à noite, junto aos carros com que cruzámos, divergentes, a cidade, tive pena que as estrelas se parecessem mais contigo, brilhante Ponto, do que comigo,

tua irmã Vírgula.

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terça-feira, janeiro 13, 2004

O sinal em falta,

Eu ia postar. Juro que ia postar. Sem as chavetas não posto.

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Diz o médico ao paciente.

Temos boas e más notícias. As boas é que voltámos a ter comentários, o que faz do Ponto e Vírgula o expoente máximo da interactividade na blogosfera nacional. As más são que, ao fazê-lo, destruí parcialmente o "template" do blog e não sei como voltar atrás.

Se este post estivesse em morse, ler-se-ia aqui qualquer coisa como __ ______ __.

Qualquer ajuda no sentido de recuperar a nossa identidade é bem vinda. Obrigadinho.

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Se o cinema fosse todo assim.

A cena inicial do "Trainspotting" - "choose a career, choose your friends, choose your clothes - fuck that, I choose life" -, a cena em que desata tudo a cantar o "Wise Up" da Aimee Mann, no "Magnolia" - tinha tudo para dar errado, mas deu certo e de que maneira - e a cena em que o Edward Norton faz um apanhado dos seus odios em frente ao espelho do WC de um restaurante - "I hate all you chinos, latinos, nigros...".

Tres palavras: GE-NI-AL.

(N.B.: Voltamos a ficar sem acentos.. pfff....)

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segunda-feira, janeiro 12, 2004

Não volta a acontecer,

Despeçam-se, leitores e visitantes ocasionais, dos dias de excesso e das semanas de jejum. Se formos mais sérios no compromisso do que no blogar, daqui em diante a postagem será mais assídua e parca. Ontem, na reunião de direcção, o Ponto citou a Charlotte: a post a day, keeps the doctor away. A Vírgula preferia não ter que disfarçar a tosse.

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Post críptico e maternal.

Não foi a última ceia, mas estava divinal. Os apóstolos eram quatro, nenhum traidor se encontrava entre nós e era a mesma fé que nos unia. Este senhor, mais esta senhora e, claro, esta senhora falavam de tempos imemoriais e de outros ainda para vir. Não foi a morte, hoje, antes a ressurreição.

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quinta-feira, janeiro 08, 2004

Semiótica de bolso.

São milhares as expressões que usamos no nosso discurso quotidiano que não nos pertencem – lugares-comuns, ditados, frases feitas, respostas automáticas, onomatopeias. Os motivos pelos quais recorremos a estas bengalas prendem-se com questões de ordem onírica (preguiça), metabólica (cansaço), intelectual (ignorância) ou relacional (o gajo a quem estamos a dar trela é um chato do camandro).

Aqui no Ponto e Vírgula, porque nos preocupamos com o desempenho social dos nossos leitores, decidimos isolar uma lista de expressões comuns e acoplá-las ao seu sentido mais profundo, que é como quem diz, a desmistificação semiótica é um trabalho sujo, mas alguém tem que o fazer. Primeiro apresentamos a expressão em causa, e em seguida, aquilo que a própria quer, de facto, dizer. Senhoras e senhores, este é mais um serviço público com o selo de falta de qualidade Ponto e Vírgula.

“Certas e determinadas pessoas” – tu.
“Eu sei de coisas” – não faço a mínima ideia.
“Trigo limpo, farinha amparo” – nunca soube o que é que isto quer dizer, mas soa nice.
“É a crise, pá” – adoro queixar-me por tudo e por nada.
“Tenho que dar um clister à minha avó” – preferia espetar agulhas nos olhos do que continuar a ter esta conversa.
“No meu tempo não era assim” – pois não, era muito pior.
“Sou todo ouvidos” – ora bem, leite, ovos, aipo, farinha…

Deixamos o debate em aberto e, como sempre, contamos com as vossas preciosas contribuições para levar a bom porto esta complexa tarefa de interesse nacional e, qui ça, regional. Excepto se forem os jarretas do “Acontece”, claro – nesse caso, obrigado por terem vindo, mas aconselhamos outros blogs irmãos, como o www.semioticasesemiologias.blogspot.com, o clássico www.aminhavidacomsaussure.blogspot.com ou o portento www.peirceeumpao.blogger.com.br.

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Por Mais Voltas Que O Mundo Dê, Nunca Hei-de Compreender II.

Porque é que um garrafão de 3L de óleo Fula é mais caro que três garrafas de 1L. Cheira-me que é um truque para testar a atenção dos consumidores. Ou então para castigar os lambões que compram 3L de uma vez. Sabe-se lá. Na dúvida, antes comprar azeite.

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Por Mais Voltas Que O Mundo Dê, Nunca Hei-de Compreender I.

Porque é que os empregados de café berram os pedidos uns aos outros, mesmo quando estão a um metro de distância e o estabelecimento tem três metros de largo.

Eu: “Bom dia, queria um croquete, por favor.”
Empregado 1 (aos berros): “Sai um croqueeeete!”
Empregado 2 (a um metro de distância, enquanto coloca o croquete num prato coberto por um guardanapo de papel): “Olhó croqueeete!”

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Marketing relacional.

Aviz, Gato Fedorento, Marretas, Blog De Esquerda, País Relativo, Voz do Deserto, Cruzes Canhoto, Tomara Que Caia, Estranho Amor, Dicionário do Diabo, Desejo Casar – a malta aqui do Ponto e Vírgula grama-vos a potes!

Se eu soubesse que bastava elogiar alguns dos meus blogs favoritos para dobrar o número de visitas, já o tinha feito há muito tempo. Um beijo à Charlotte por ter feito de nós um sucesso de vendas.

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Saco de plástico,

Continha um livro sobre a juventude e o que podia ter sido um lanche da Lia. A imaturidade e duas laranjas, esquecidas junto à porta.

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quarta-feira, janeiro 07, 2004

Ossana.

Aleluia, alelu-ale-luia
Aleluia, alelu-ale-luia
Aleluia, alelu-ale-luia
Ale....luia!

(Os "Sete Palmos de Terra" regressaram à renovada :2. Um louvor impunha-se.)

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terça-feira, janeiro 06, 2004

A quatro mãos;

Senhoras e senhores, Pontito e Virgulita, em estreia nacional absoluta, desafiam a morte e dão um salto sem rede no vácuo da blogosfera. Sim, falamos do primeiro post a quatro mãos do Ponto e Vírgula, escrito em tempo real, em regime de completa interactividade, numa experiência sem paralelo no ciberespaço português.

Ponto: Correndo o risco de me repetir, diz a Vírgula (e com razão) que temos de agradecer à Charlotte pela nossa inclusão na lista de melhores blogs do ano. Apesar de estar convencido que é engano, segue então o devido agradecimento, com as dúvidas próprias de um blog da segunda divisão distrital. Vírgula?

Vírgula: Um pouco perra das teclas e violentamente arrancada para os bastidores do blogger por um postigo menor, a Vírgula arrisca responder em directo, no momento, em tempo real, ao desafio do Ponto e segue para o parágrafo de gratidão à bomba. Ousou esta senhora incluir-nos na reduzida lista de blogues do ano. Antes ainda de espreitarmos os critérios, envergonhamo-nos com o nascimento aqui do canto já no fim do primeiro semestre.

Ponto: Antes de mais nada, os critérios enumeradas pela terapeuta de serviço: originalidade (ui, então neste post já rebentámos a escala), interactividade (comentários, às centenas e mails, é de envergonhar qualquer mailbox), lista de linques (pois... errrr..), boa escrita do português (mim estar muito conteitente por essa bonita coisa, obrigasmos!) e simpatia (isso é com a Vírgula - eu sou a metade azeda e cáustica, lembram-se?) - bem vistas as coisas, acertamos praí em... 0,5 dos 5 critérios de convergência. Uhn, isto soa-me a contas à Guterres, ora bem , o PIB...

Vírgula: Sem mais palavras, resta-nos agradecer à Dra. Charlotte Freud o elogio gratuito. Quanto às consultas, pagamos na primeira semana após verificados os resultados.

O momento de interactividade a que acabaram de assistir teve a chancela Ponto e Vírgula, um blog de qualidade duvidosa mantido por dois amigos nada duvidosos, brevemente numa blogosfera perto de si.

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Sobre a deadline,

Por favor, era um ano novinho em folha aqui para o querido Ponto que tem aguentado a lida do blogue como uma verdadeira fada do lar.

(Até dia 6 ainda estamos em festas.)

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Ausências inócuas,

Habitamos uma casa quando as sombras dos nossos gestos ficam mesmo depois de fecharmos a porta.

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A angústia, o terror, o horror.

"Onde comprar ruibarbo?", pergunta um incauto visitante que nos encontrou através do google. Pergunto eu, reforçando a angústia do cibernauta - sim, se um indivíduo quiser usufruir de um bom ruibarbo, onde poderá, afinal, encontrá-lo? É que, hoje em dia, um ruibarbo que se preze só mesmo nas lojas da especialidade, as ruibarbearias. De caminho, caro amigo, aproveite e peça uma barba e cabelo, on me. Um abraço ruibarbês, com a chancela Ponto e Vírgula.

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segunda-feira, janeiro 05, 2004

Adenda ao post anterior.

Claro que o John Holmes ou o Ron Jeremy riem muito mais do que nós.

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Axioma du jour.

Sabemos que trabalhamos no sítio certo quando, na véspera de regressar ao trabalho, após quinze dias de ausência, não podemos deixar de esboçar um sorriso.

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domingo, janeiro 04, 2004

E se...

Uma equipa que não o Porto ganhasse o Campeonato, os Delfins sofressem um acidente de trotinete que os impedisse de lançar discos, o Eduardo Prado Coelho escrevesse só uma crónica por dia, a TVI deixasse de ser líder de audiências, o elenco dos "Morangos Com Açúcar" sofresse de desinteria crónica, o Miguel Esteves Cardoso voltasse a ser o escritor português mais vendido nas livrarias nacionais, o Paulo Coelho fizesse um voto de silêncio, o Richard Bach voasse para bem longe, as três redes móveis falissem, deixando-nos a todos orfãos de telemóvel, Portugal ganhasse o Euro 2004, justificando, mesmo que em pequena escala, o investimento brutal que foi feito em estádios, o Rock In Rio fosse In Rio Nilo, deixando-nos a todos sossegaditos, o Inverno acabasse mais cedo, as férias fossem mais longas e os amigos sempre presentes, 2004 não seria um ano bestial?

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Se a lei não vai à montanha...

"Depois de o carro do director-geral dos Impostos ter sido rebocado, a Direcção-Geral de Contribuições e Impostos quer isentar os carros do Estado de multas municipais de estacionamento(...)", diz-nos o diário de eleição.

Não me parece má ideia, mas não é original, meus amigos - este senhor já faz o mesmo há anos.

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sábado, janeiro 03, 2004

Axioma du jour (e uma das 12 passas).

Ser adulto é saber adiar o prazer.

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La Copa De El Sitemeter.

"Cursos de inglês em Massamá", "Banda sonora dos Morangos com Açúcar", "Sodoma e Gomorra" - por estas e outras buscas improváveis, o Ponto e Vírgula já recebeu umas boas dezenas de visitas equivocadas. O João recebeu no seu blog lírico a minha preferida de todas, mais absurda depois de conhecerem o conteúdo do dito - "Quero ver grandes e boas imagens de sexo". Agora, de visita ao relatório do sitemeter que nos indica a proveniência das buscas (já Orwell nos prevenia, "Big Brother is watching you"...), descobri que um incauto cibernauta chegou até nós na tentativa inglória de encontrar material sobre "Ricky Martin".

Caro amigo, apesar de sermos fãs de manteiga de amendoim e de canídeos (não necessariamente por esta ordem), as duas coisas juntas parecem-nos um pouco descabidas. De qualquer maneira, volte sempre que para a semana estamos a pensar inaugurar uma categoria que dá pelo nome de "Coisas Que Nos Fazem Engasgar De Tanto Rir" - seguramente que o seu cantor de eleição vai ter direito por lá a um cantinho.

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Passas e divãs.

Na ressaca de um final de ano passado em Elvas (sim, eu sei, eu sei...), urge enviar um enorme bem-haja a toda a blogosfera, a todos os nossos leitores e, em especial, à nossa querida Charlotte, a terapeuta de serviço aqui do yours truly, pela inclusão na sua lista de blogs favoritos do ano de 2003 e por tudo o que as palavras não dizem.

O resto são beijos, abraços, passas, blogs e muitos obrigadinhos.

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