A pontuar desde 2003.

terça-feira, agosto 31, 2004

Chouriço.

Enquanto não retiramos os pés de molho, fica aqui uma belíssima forma de encher chouriços - Serralves, by day, num dos muitos recantos do lindíssimo projecto de Siza Vieira.


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Lua de mel.

Por solidariedade com os noivos, este blog está algures em Punta Canta com os pés mergulhados na piscina do Hilton e as mãos num par de Margaritas, uma de limão, outra de morango. Voltamos ao ritmo da metrópole assim que nos for possível. Obrigado e até já.

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domingo, agosto 29, 2004

Quase adúltera,

É verdade. Casei-me com outro blogger, o senhor da esquerda.

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Poesia em Alfama.

Foi, ao que pude apurar, o primeiro casamento inter-blogístico. Mas, muito mais, foi a união de uma Vírgula e de um lírico, como se Lobo Antunes se casasse com o discurso directo ou Saramago com a ausência de pontos finais. Foi um final de tarde perfeito, todo ele edificado sobre sorrisos cúmplices e abraços sentidos. A noite foi abençoada por um santo tão lisboeta quanto possível, nos amigos e no repasto, divinal. O Raínha descreve tudo, em bom, aqui. Por cá, ficam meia dúzia de polaroids soltas, o relato terreno de uma noite, pelo menos para duas (três!) pessoas, do outro mundo.


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quinta-feira, agosto 26, 2004

Sem título,


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Going to the civil governement, we're gonna get married.

Lein, lein, lein, lein. Daqui a meia dúzia de horas, a Vírgula troca-me, a um valente Ponto, por um senhor que é todo um prontuário. Temos motivos para rejubilo, temos sim senhor! Lein, lein, lein, lein...

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terça-feira, agosto 24, 2004

A culpa morreu casada.

Um jornalista da RTP entrevista o atleta português Manuel Silva (estará correcto o nome?), o tal que se queixou de falta de apoio do Comité Olímpico Português, tendo "chegado a correr com umas sapatilhas rotas". Já no rescaldo, Manuel acede a fazer um pedido público de desculpas, ilibando o Comité de qualquer responsabilidade no fracasso da sua prestação. A entrevista, em discurso mais ou menos directo:

RTP: Manuel, reafirma as suas acusações ao Comité?
Manuel: Não, de facto fui um pouco precipitado e não é bem verdade que a minha prestação não foi apoiada, eu é que não procurei os apoios nos sítios certos.
RTP: Então podemos depreender que está aqui a fazer um "mea culpa"?
Manuel: Meia, não, inteira. A culpa é todinha minha.

A culpa, então, a seu dono.

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Ponto da situação.

Fiz um pano de fundo para o monitor com uma foto do Chet Baker, na fase "man, a droga devia estar estragada", abraçado ao trompete com um amor paternal. Só me apetece ouvir o Surfjan Stevens, Devandra Banhart, Josh Rouse e Red House Painters. Há dias vesti um polo preto. Ou o tempo quente chega a Agosto ou temos merda.

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sábado, agosto 21, 2004

Palavras que fazem rir (2).

Mormente.

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Palavras que fazem rir (1).

Titicaca.

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sexta-feira, agosto 20, 2004

Medalha de ouro.

O grande vencedor dos Jogos Olímpicos? Sem dúvida alguma, o crude. É o mínimo que se pode dizer depois de 15 dias consecutivos de recordes históricos.

Errata: Reparei agora que os Marretas tiveram o mesmo raciocínio (brilhante, aliás), há meia dúzia de dias atrás. A respeito desta coincidência apraz-me dizer que 1) cheguei atrasado 2) mas com o consolo de que posso aspirar ao cargo de Marreta honorário. That's it.

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Cough, cough.

Para os mais distraídos, uma nota de rodapé: a saudação do blog, aquelas palavrinhas ali em cima, estão ligeiramente diferentes. Então um gajo muda um statement e ninguém diz nada? Querem viver em democracia e depois dá nisto. Francamente...

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quinta-feira, agosto 19, 2004

Considerações columbófilas.

Depois de ter visto o meu carro ser bombardeado, pela milésima vez, por um bando de ratazanas dos céus (vulgo, pombos), em locais tão específicos como o botão que abre o porta-bagagens e a totalidade da superfície vidrada do dito, dá-me para pensar - se Bush tem trocado os B52 por pombos devidamente apetrechados, todo o conceito de "guerra cirúrgica" teria ganho um novo significado.

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segunda-feira, agosto 16, 2004

Corte de cabelo.

Podia ter sido pior. Ou então não.


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Axioma du jour.

David Mamet é David Mamet, que é David Mamet.

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domingo, agosto 15, 2004

Visita guiada (7).

E, enfim, ei-los - Johnny Macaroni, os fabulosos bonecos que desrespeitam canônes, proporções e muito mais. Assumem as mais variadas profissões e identidades e são um murro no estômago dos Action Mans e Barbies da vida, com toda a sua "coolness" imperfeita e trapalhona. Autobiográficos q.b., digamos.




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Visita guiada (6).

Sem nunca ter sido um entusiasta da escrita fantástica de Tolkien ou um fiel defensor da adaptação cinematográfica da responsabilidade de Peter Jackson, a memorabilia à volta do "Senhor dos Anéis" é da mais cobiçada para qualquer cinéfilo que se preze. A minha (curtíssima) colecção cinge-se a um "Ringwrath" (escrever-se-á assim?), uma espada semelhante à de Aragorn e uma réplica do fantástico Golum, a personagem com maior profundidade da saga de JRR, criada pelos responsáveis dos adereços do filme. Para além de ser uma miniatura de uma minúcia louvável, o pequeno Hobbit é muito mais: "he´s my precious..."


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quinta-feira, agosto 12, 2004

Sinal de suspensão,

Mais uma vez. Primeiro, o direito aos merecidos cinco dias de descanso depois de um ano em alta rotação. Antes disso, o dever de partir sem trabalhos atrasados, sem estender para lá do regresso todos os prazos inadiáveis. Depois, os preparativos para a assinatura dos contratos todos, o da casa que nunca foi, o da casa que vai ser, o da vida comum, o da vida que aí vem. É demais para uma vírgula. Ela vai calar-se por tempo indeterminado, eu vou mergulhar no futuro.

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terça-feira, agosto 10, 2004

Visita guiada (5).

Apesar de estar a anos luz da Pixar, a Dreamworks esforça-se e tem feito algum trabalho notável na área da animação digital. Este ano a menina dos olhos de Spielberg ofereceu-nos a genial sequela de "Shrek", "Shrek 2", aqui numa versão que o próprio Kasparov não desdenharia.


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domingo, agosto 08, 2004

Visita guiada (4).

De acordo com boatos recentes, estes dois titãs irão confrontar-se em breve num cinema perto de nós. Até lá, ficam as memórias a solo.




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Visita guiada (3).

Desde que Jean Jeunet nos ofereceu o magnífico "Amélie Poulin", o tal filme que veio conciliar o cinema francês com o grande público, que não descansei enquanto não encontrei um anão de jardim. Infelizmente, o mercado estava em baixa e foram precisos mais de três anos para que uma alma caridosa conseguisse satisfazer-me o capricho. Respeitosamene, todas as manhãs o cumprimento com um sorriso. E o mais curioso é que há dias em que ele retribui.


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sábado, agosto 07, 2004

Visita guiada (2).

Este comprei-o em Londres, numa loja esotérica. Na caixa prometia "instant miracles", numa versão século XXI de Jesus de Nazaré - "Oficial Jesus Action Figure", com braços que se agitam e rodas que o permitem levitar suavemente. A ironia à flor da pele (plástico?) faz deste exemplar uma das estrelas da colecção.


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Visita guiada (1).

O meu fascínio por brinquedos, sobretudo "action figures" ligadas à música e ao cinema, é relativamente recente e plenamente assumido. O detalhe, a cor, as memórias que me trazem estes minúsculos pedaços de plástico pintado são apenas alguns dos motivos que fazem de mim um coleccionista em início de carreira. Fica aqui a devida homenagem a algumas das figuras estranhas que, amavelmente, partilham casa comigo, num post já a seguir.

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You are what you eat.

What am I?


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Lisboa em Agosto.

Onde está?

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sexta-feira, agosto 06, 2004

LOL.

Enquanto os carapaus não cedem ao calor do braseiro, espreito as emissões em directo da ARtv, na :2, o canal oficial de São Bento. Os telemóveis, os comentários jocosos, os relógios que escondem as horas que teimam em não passar, uma intervenção inenarrável de José Magalhães em que este pedia a Mota Amaral, diplomaticamente e respeitando todos os protocolos de que há memória, para sair mais cedo para almoçar, os "muito bem, muito bem" em fundo, digo-vos: desde que o Bush se engasgou com os "pretzels" que não me ria assim.

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quinta-feira, agosto 05, 2004

Post-it.

Daqui a uns dias já os nossos governantes a maioria da população portuguesa se esqueceu, mas há marcas que ficam. E é bom que assim seja. Como dizia a premiada campanha publicitária da marca dos bloquinhos amarelos, "Post-it. Don't forget".


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Sem aviso prévio,

O ponto voltou eu não tive tempo de varrer os meus postes vazios para debaixo do tapete. Varreu-os ele.

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quarta-feira, agosto 04, 2004

Estupidez estival (3).

Calha estar em casa à hora de almoço (benesses de quem está de férias) e a modorra forçada pela onda de calor cola-me ao sofá que, por usa vez, está colado à televisão. Um tele-filme catástrofe, estilo ?Impacto Profundo? mas com um orçamento cem vezes menor, capta-me a atenção toldada pelo calor. Mais uma vez, o mesmo ?americocentrismo? ? um meteorito desvia-se do seu curso e dirige-se para a Terra. Para onde é que vai? Para o Burundi? Para o Mónaco? Para o meio do mar morto? Bolas, para Moimenta da Beira? Nahhhh... para o Kansas, em plenos Estados Unidos da América. Eu posso estar estupidificado pelo calor mas isto lá para Setembro isto passa-me. E a ti, América?

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Quem, eu?

Só para recordar que não me esqueci da reacção de Paulo Sacadura Cabral Portas ao descobrir uma inesperada (e imagino agradável) extensão ao seu cargo ministerial. Quem é que não anseia em tutelar, para além do toucinho do céu, as delícias do mar?

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Estupidez estival (2).

Um mamilosevic será uma zona erógena de uma mulher sérvia?

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A caipirinha perfeita.

Dois dedos de conversa e três de cachaça, agitar bem e pedir a próxima.


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Sob céus estranhos.

Seis da tarde numa praia algarvia terrivelmente próxima dos incêndios estivais de Castro Marim e Loulé. Infelizmente, não foi necessário puxar pelos contrastes. Eles sempre lá estiveram.


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Estupidez estival (1).

Se calha morrer uma das personagem de "Senhor dos Anéis", como Frodo ou Sam, ser-lhe-á passada uma certidão de hobbit?

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Dante não o faria melhor.

Portugal arde, mais uma vez, como ontem e, seguramente, como amanhã. Mesmo aqui ao lado, em Monchique, o cenário é alarmante, roçando o catastrófico. Na praia, nada de veraneante - as cinzas transportadas pelo vento quente recordam-nos o inferno a um palmo de distância. O céu perdeu há muito o seu azul. E este é o menor dos nossos problemas.

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Primeiro Santana, agora Carmona.

O processo democrático é-me familiar: o país, as autarquias, o parlamento europeu vêem os seus governantes eleitos por uma maioria. Agora, desde quando é que a norma passou a ser termos governantes escolhidos por ninguém? Se não confio nem acredito naqueles que foram escolhidos por outros, como é que posso acreditar naqueles em que ninguém votou? Ora aqui está uma coisa em que vale a pena pensar, a par do verdadeiro conteúdo do recheio das salsichas frescas.

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terça-feira, agosto 03, 2004

Verdes anos,

Sinto-me agora como uma criada de outros tempos, interna, na grande cidade. Um domingo de folga por mês, horas pequenas para namorar.

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Malefícios da agenda,

As prioridades encaixam-se, a custo, umas a seguir às outras. Não me tinha esquecido da vírgula, nem do cheiro da chuva.

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